10 fatos loucos (mas verdadeiros) sobre a Ordem dos Templários

No novo filme de “Assassin’s Creed”, Michael Fassbender é sequestrado por uma versão moderna e sinistra da Ordem dos Templários e é obrigado a reviver as memórias de seu ancestral, que era um assassino na Espanha do século 15.

É fácil entender por que os Templários inspiraram os criadores de “Assassin’s Creed”. Eles são uma das ordens religiosas mais misteriosas da história e servem como base para algumas teorias da conspiração incríveis, desde a história da Arca da Aliança até a do Santo Graal.

A origem do nome

O nome dos Templários vem de um dos lugares mais sagrados do mundo. A Ordem foi fundada durante as Cruzadas, no século 12, para proteger peregrinos cristãos que iam à Terra Santa. O Rei Balduíno de Jerusalém deu sua bênção aos Templários na então tomada Mesquita de Al-Aqsa, no Monte do Templo na Cidade Antiga de Jerusalém, um lugar de suma importância para judeus, muçulmanos e cristãos, que acreditam ser o local do Templo de Salomão do Velho Testamento. Então surgiu a “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”, logo abreviada para Ordem dos Templários.

Eles eram isentos de todas as leis

No começo, os Templários precisavam de doações de caridade para sobreviver, mas logo se tornaram uma das ordens religiosas mais ricas da Europa, graças ao apoio de São Bernardo de Claraval. Logo, eles ficaram tão ricos e poderosos que obtiveram a isenção de cumprir QUALQUER lei local por toda a Europa. Eles não tinham que pagar impostos nem dízimos, podiam passar livremente pelas fronteiras e não podiam ser excomungados, nem mesmo por um bispo, caso fizessem algo errado. Como é de se esperar, com isso eles não eram bem-vistos pelas populações locais.

Eles tinham uma cerimônia de iniciação secreta esquisita

Todo bom clube precisa de uma cerimônia de iniciação, e os Templários não foram a exceção. Na deles, os membros novos tinham que voluntariamente passar a posse de todas suas riquezas e bens e fazer votos de pobreza, castidade e obediência. Pessoas de fora não tinham permissão de presenciar a cerimônia, fato que foi mais tarde usado contra os Templários, acusados de cometer crimes horrendos durante esses rituais.

Eles tinham que comer em silêncio

A vida como Templário não era brincadeira. A vida deles era governada por 72 (que depois passaram a ser 100) regras rígidas e, muitas vezes, aleatórias de conduta, chamadas de A Regra Primitiva. Eles tinham que comer em silêncio, comer carne apenas três vezes na semana e só podiam se alimentar se estivessem em suas famosas túnicas brancas. Eles também tinham de ser celibatários e nem tocar em mulheres. Às vezes, homens casados podiam entrar na Ordem, mas não podiam usar as túnicas brancas.

Eles eram muito famosos por suas barbas exuberantes

Templários eram conhecidos por barbas muito compridas. Era esperado que todos os membros tivessem uma. Um historiador medieval até os chamava de “a ordem da irmandade barbuda”. Quando os Templários estavam sendo perseguidos, no século 14, muitos cortaram a barba para não serem identificados.

Eles não podiam se render

O código de ética rígido dos Templários se estendia ao campo de batalha. Era esperado que eles jamais se rendessem, a não ser que a bandeira dos Templários tivesse caído, e a morte em batalha era uma grande honra. A famosa cruz vermelha na túnica deles era um símbolo da disposição de morrer por Cristo e, aparentemente, foi inserida no uniforme no começo da Segunda Cruzada.

Eles eram incrivelmente bons em combate

Essa disposição de lutar até o fim, o fervor religioso além do excelente treinamento e armaduras fortes faziam dos Templários uma das forças de luta mais eficientes da Europa medieval. Um exemplo: A Batalha de Montgisard de 1177. Nesse embate, poucos milhares de europeus, mais 375 Templários, derrotaram um exército liderado por Saladino com mais de 26 mil homens (os números ainda são discutidos). Os Templários, inspirados pela Vera Cruz que tinha sido levada ao campo de batalha, lutaram causando efeitos devastadores e quase destruíram por completo um exército bem maior. A batalha foi um golpe e tanto na reputação de Saladino.

Eles inventaram os cheques

No entanto, vários Templários não eram guerreiros. A maioria era composta de administradores que conduziam o que se pode chamar de uma das primeiras multinacionais. Por conta do grande número de doações que os Templários recebiam, eles recebiam e gastavam grandes quantidades de dinheiro, podiam construir catedrais e castelos e comprar terras pela Europa e Oriente Médio (em dado momento, eles eram proprietários de todo o Chipre).

As regras dos Templários a respeito da pobreza também causavam problemas para os membros mais ricos, então nobres interessados em entrar passavam suas propriedades para a Ordem dos Templários antes de ir para uma Cruzada e recebiam um documento de crédito, que podia ser trocado por bens de valor equivalente na Terra Santa. E assim nasceu o cheque.

Talvez eles tenham começado a tradição da “sexta-feira 13”

Outra contribuição duradoura feita pelos Templários pode ser a superstição sinistra da sexta-feira 13. Dezenas de Templários foram presos no dia 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, por crimes de corrupção, fraude, atividades homossexuais e até bruxaria, após terem sido acusados de venerar uma cabeça mumificada, que podia ter sido a de João Batista.

A maldição do último grão-mestre Templário

Os responsáveis por essas prisões foram o Papa Clemente V e o rei Filipe IV da França, sendo que é possível que o rei devesse dinheiro à Ordem e, portanto, teria essa motivação para destruí-la. Depois que os Templários foram criminalizados, em 1307, o então grão-mestre de 70 anos, Tiago de Molay, foi torturado, julgado e queimado na fogueira diante da Catedral de Notre Dame. Suas últimas palavras, de acordo com alguns registros, foram de que Deus vingaria a sua morte. Em menos de 12 meses, tanto o Papa Clemente quanto o rei Filipe morreram, e em apenas 14 anos depois, TODOS os filhos de Filipe e seu neto também estavam mortos, encerrando a dinastia capetiana de 300 anos. A moral da história é: com os Templários não se brinca.

 

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09/01/2016