Delegacias do RJ só atendem casos graves após paralisação

Policiais querem pagamento de salário, 13º e benefícios. Apenas casos graves estão sendo registrados.

Delegacias que costumavam ficar movimentadas estavam quase vazias na manhã desta terça-feira (17). Como mostrou o RJTV, com a paralisação de policiais civis, decidida após assembleia da categoria, apenas casos graves, prisões em flagrante, roubos e furtos de veículos e homicídios, sequestros e estupros estavam sendo registrados. Além disso, a assembleia decidiu que remoções de cadáver também seriam realizadas.

Na 5ª DP (Centro), por exemplo, os atendimentos passaram de 50 na segunda (16) para 21 nesta terça. O professor Agnaldo Cabral tentou registrar uma ocorrência com um amigo, mas não conseguiu. “É um absurdo, né, mas não há nada que a gente possa fazer”, conformou-se ele.

Na 10ª DP (Botafogo), policiais militares tentaram registrar um acidente de trânsito, porém sem sucesso. “Eu me sinto extremamente triste com o que está acontecendo. Isso que eles estão fazendo, alguém tem que achar uma solução”, disse o inspetor de ônibus Manoel Jaime.

Segundo policiais, todos os agentes foram à delegacia. Mas o trabalho interno foi comprometido. Apenas uma impressora estava sendo usada, já que as outras estavam quebradas e o governo do Estado não pagou os fornecedores dos equipamentos, já que a informática na Polícia Civil é terceirizada.

A corporação não vai se manifestar sobre a paralisação, e disse que o atendimento emergencial segue sendo feito.

A paralisação dos policiais ocorrerá das 8h desta terça até sexta-feira (20). Os policiais civis exigem o pagamento do salário de dezembro (2016), do 13° salário (2016), do RAS (atrasado desde junho de 2016) e das metas (atrasadas desde dezembro de 2015) para ativos, inativos e pensionistas. Caso não sejam pagos até lá, entrarão em greve.

g1

17/01/2017

(Visited 1 times, 1 visits today)