Em greve, policiais civis fazem carreata até o Palácio do Governo

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O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) solicitou recolher viaturas e veículos pessoais dos agentes para uma carreata que acontecerá amanhã, 26, da Delegacia Geral, em Cruz das Almas, até o Palácio do Governo, no Centro.

Com o objetivo de pressionar o governo cobrando reivindicações, o Sindicato, que segue em greve mesmo com o decreto da justiça de ilegalidade, tem uma Assembleia Geral marcada para amanhã às 10h, no auditório do Sindicato dos Urbanitários, no Centro de Maceió.

A reportagem do CadaMinuto entrou em contato com o vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, que falou sobre como acontece a carreata e sobre uma possível interdição do trânsito.

“Após a assembleia no Centro, nós recolheremos as viaturas na Delegacia Geral e então seguiremos até o Palácio do Governo. Não temos previsão de atrapalhar a sociedade alagoana e não devemos interditar o trânsito”, disse o vice-presidente.

Edeilto também opinou, em nome da categoria, sobre o decreto da justiça impetrada ao Sindicato diante da ilegalidade da greve da categoria e afirmou que os motivos do governo não condizem com a verdade.

“O departamento jurídico do Sindpol já tomou as medidas cabíveis e a greve continua até a assembleia discutir o rumo que ela deve tomar. Os argumentos do governo para a ilegalidade da greve não procedem. Eles dizem que não houve aviso prévio, mas, na verdade, desde a posse do secretário de Segurança Pública, Lima Júnior, houve um dispositivo legal de publicar no Diário Oficial sobre um chamamento de assembleia de indicativo de greve. Logo, é um aviso prévio para o estado”, explicou.

O vice-representante do Sindpol ainda informou ao CadaMinuto que “contrariando um dos argumentos do estado de que não estávamos cumprindo os 30% dos serviços obrigatórios, os agentes estão trabalhando em flagrante delito, onde é feito o Boletim de Ocorrência do flagrante , os ofícios, a condução de presos para o sistema e a informação à família”.

Direitos

Por fim, Edeilton Gomes criticou o governo do Estado duramente por ter retirado após 4 meses apenas de gestão os diretos do PCCs e retroativo dos policiais.

“Quando Renan Filho iniciou sua gestão, lao chegar ao mês de maio, ele deixou de pagar os retroativos e passou a limitar os procedimentos de PCCs. Então, as negociações servem para o governo devolver o que ele retirou de nós”, concluiu.

Greve

Os policiais civis cobram a implantação do piso salarial correspondente a 60% dos vencimentos dos delegados, a revisão do Plano de Cargos e Carreiras, pagamento de risco de vida e insalubridade, melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

Representantes do Sindpol afirmaram que a decisão pela greve geral aconteceu porque não houve consenso durante as negociações com o governo do Estado.

Bruno Levy *Colaborador

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