Escritório suspeito de golpe do FGTS volta a funcionar em Maceió

Dezenas de pessoas esperavam por atendimento nesta quinta-feira (12). Local foi fechado após flagrante realizado por equipe da OAB-AL.

O escritório jurídico fechado por aplicar golpes envolvendo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) abriu as portas nesta quinta-feira (12). Na fachada do escritório no bairro do Antares, em Maceió, as propagandas e placas com promessa de revisão do FGTS foram retiradas.

Pela manhã, dezenas de pessoas aguardavam atendimento em frente ao prédio onde o escritório funciona, onde cartazes colocados na porta indicavam que os serviços iriam iniciar a partir do meio dia. Muitos estavam com o recibo do pagamento de R$ 60, cobrado para dar entrada na ação de correção do fundo de garantia.

“Dei entrada no dia 2 e quero saber o resultado. Muita gente aqui tá querendo saber também. Paguei R$ 60 e quero saber o motivo”, disse o aposentado José da Silva.

As portas foram abertas às 14h, depois que uma das advogadas responsáveis chegou ao local. Ela conversou com os clientes e prometeu atender a todos.

A secretária geral da diretoria de Prerrogativas da OAB-AL, Juliana Modesto, contou que ao visitar o escritório, não encontrou nenhuma das advogadas responsáveis. “Verificamos a inexistência de advogado num local que se dizia um escritório jurídico. Teoricamente é um escritório, funciona num galpão. Foi feito um boletim de ocorrência e vai para investigação. Em relação à OAB, abrimos um procedimento administrativo para apurar as infrações e se for verificado que de fato houve infração ao código de ética, sofrerão as penalidades previstas, que estão entre multa, advertência e até suspensão da carteira da OAB”, explicou a secretária.

Uma das advogadas responsáveis pelo escritório não quis divulgar a identidade, mas contou que é de Pernambuco e abriu o escritório em Maceió há 2 meses por causa da grande procura de clientes que iam até a cidade de Caruaru para contratar o serviço.

“Não há estelionato, não há golpe. O que há é a gente lutando e buscando pelos direitos dos trabalhadores que são mais de 30 milhões no país inteiro. A cobrança é feita para os custeios da entrada da ação. A gente paga funcionário, prédio, até a própria OAB a gente precisa pagar anuidade. A gente tem custos e está a disposição tanto dos nossos clientes como da OAB para prestar esclarecimentos”, disse a advogada.

Polêmica
O flagrante foi feito na quarta-feira (11), pela Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL). O problema começou depois que a ordem recebeu várias denúncias de clientes. A quantidade de pessoas que procuravam o escritório também chamou a atenção, um média de 200 clientes por dia.

g1

13/01/2017