Falta gente ou falta socorro no Aeroporto Zumbi dos Palmares?

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Aeroporto Zumbi dos Palmares

Em cerca de dois meses, duas pessoas precisaram – e não conseguiram – atendimento médico no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió.

Em dezembro passado, a vítima foi uma cadeirante idosa que se machucou após cair de uma escada de avião. Como não havia nenhum socorrista no local, ela teve que aguardar por cerca de duas horas a chegada do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Ontem, um promotor de justiça enfartou no aeroporto e também não havia equipe de socorro. Por sorte, a vítima foi atendida por um acadêmico de medicina até a chegada do Samu.

Em sua página oficial na internet, a Infraero, responsável pelo gerenciamento do aeroporto, informa que os aeroportos com grande movimento operacional possuem postos de primeiros socorros “para atendimento a passageiros e tripulantes e a outros usuários que venham a sofrer mal súbito a bordo de aeronaves ou no Terminal de Passageiro”.

O blog não conseguiu contato com a assessoria da empresa. Ficam as perguntas: o Zumbi dos Palmares possui posto que não funciona (o velho “tem, mas tá faltando”)? ou não é considerado um aeroporto com grande movimento? Falta gente ou falta socorro?

Questionamos se o Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) não poderia intervir na questão e a assessoria de Comunicação respondeu que, até o momento, não há procedimento para tratar do assunto, mas a situação será analisada pelo órgão.

Lembrando que, no passado, o MPF de Sergipe recomendou que a Infraero instalasse posto médico no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, após constatar a não obediência a Resolução nº 234/2012, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que determina a existência de posto de atendimento pré-hospitalar em aeroportos com suporte de passageiros maior que um milhão na média dos últimos três anos.

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