Força Nacional chega a Roraima para intensificar segurança em presídios

Avião da FAB desembarcou em Boa Vista às 12h23, hora de Brasília.
Agentes foram chamados após massacre em prisão deixar 33 presos mortos.

Agentes da Força Nacional chegaram às 12h23 (hora de Brasília) desta terça-feira (10) em Boa Vista para reforçar a segurança no sistema prisional de Roraima após 33 presos serem assassinados dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior do estado no dia 6 deste mês.

Na madrugada desta terça, agentes da Força Nacional também chegaram a Manaus para atuar nas unidades prisionais depois que 60 detentos foram mortos.

O avião da Força Aérea Brasileira chegou à Base Aérea de Roraima, em Boa Vista, com ao menos 63 agentes da tropa federal. Na aeronave, eles também trouxeram 5,5 toneladas de equipamentos.

Segundo o tenente coronel Coronel Sampaio da FAB, outros voos com mais agentes devem chegar ao estado até o fim do dia. Não foi informado o quantitativo.

Inicialmente, o estado pediu 100 homens da Força Nacional para atuar em Roraima. A solicitação foi aceita pelo Ministério da Justiça, conforme afirmou na segunda (9) o ministro Alexandre de Moraes.

Ao G1, o governo do estado informou que, após o desembarque, os agentes irão se reunir com os chefes da segurança estadual para definir estratégias de ação.

Esta não é a primeira vez que a Força Nacional é chamada para reforçar a segurança nas unidades do estado. Em 2015, 30 homens da FN vieram para Roraima depois que detentos atearam fogo em alas da Penitenciária Agrícola após um túnel de 40 metros ter sido encontrado na unidade.

Auxílio do Governo Federal
A vinda dos agentes faz parte do auxílio do governo federal a sete estados que pediram ajuda para reforçar a segurança do sistema penitenciário local: além do Amazonas e Roraima, também pediram ajuda Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins.

Somente na semana passada, rebeliões em penitenciárias no Amazonas e em Roraima resultaram na morte de cerca de 100 presidiários.

Os homens não deverão substituir agentes penitenciários dentro das prisões, mas reforçarão a segurança do entorno, podendo dar apoio às barreiras, ajudar na recaptura de fugitivos, escolta e guarda de presos que eventualmente precisem se deslocar para algum tribunal, por exemplo.

“[A Força Nacional] não poderá realizar substituição do que seria a função de polícia penitenciária”, explicou o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes em coletiva na noite de segunda.

Além de autorizar o uso de R$ 32 milhões entregues em dezembro para construir um novo presídio, fazer um anexo à Cadeia de Boa Vista e terminar uma penitenciária no Sul do estado, o Governo Federal disse que vai enviar ainda 38 armas e kits antitumulto, com capacetes, escudos e máscaras. O Ministério da Justiça também aguarda autorização judicial para transferir 8 presos para um presídio federal.

g1

10/01/2017