Professores alagoanos estão proibidos de opinar sobre política e religião em sala de aula

Alagoas aprova lei que não permite opinião de professores em sala

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Andreza Araújo/Arquivo Pessoal

Os deputados estaduais de Alagoas derrubaram nesta terça-feira, dia 26, o veto do governador Renan Filho (PMDB) ao projeto Escola Livre. Por 18 votos a oito, a partir de agora os professores das escolas estaduais deverão se manter neutros no que diz respeito aos comentários políticos, religiosos e ideológicos. Quem descumprir a lei poderá ser demitido.

Manifestantes contrários ao projeto protestaram do lado de fora da Assembléia Legislativa e tentaram invadir o local, mas foram impedidos pela Polícia Militar. Apesar de ninguém ter ficado ferido, o portão da Casa foi destruído.

O veto do governador foi defendido pelo deputado Ronaldo Medeiros (líder do governo). Ele declarou a imprensa que  “o professor, com essa lei, não vai poder falar sobre a teoria de Darwin, pois, como se sabe ele, era ateu. E não vai poder falar sobre a Reforma Protestante porque um católico pode reclamar”, afirmou.

Já o deputado Ricardo Nezinho rebateu e garantiu que o projeto não censura professores. “Fiquei pasmo ao saber que, após sete meses tramitando aqui, passando por várias comissões, ninguém chegou para discordar da proposição. É inadmissível, quase um ano depois, haver discussão de censura, de mordaça de professor. O projeto vai em busca do bom professor, que é 99% da rede”, disse.

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