SMS discute mudança no modelo de tratamento da AIDS e HIV

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A Coordenação do Programa de DST/HIV/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reuniu na tarde desta segunda-feira (13), profissionais de diferentes unidades de saúde para discutir mais uma vez sobre a Linha de Cuidado HIV e Aids. A proposta discute a necessidade de rever o modelo de atendimento aos pacientes portadores do vírus e da doença na Atenção Básica. No próximo dia 20 acontecerá novo encontro para estabelecer um parâmetro no acolhimento. O encontro aconteceu no auditório da sede da SMS, no centro da cidade.

O coordenador do Programa, Samuel Delane, quis saber dos presentes como cada unidade de saúde está realizando a prevenção, o diagnóstico e a assistência. Ele ressaltou dois documentos já organizados desde o ano passado pelo Ministério da Saúde que servem de diretriz para o trabalho na Atenção Básica, “O Cuidado integral às pessoas que vivem com HIV pela Atenção Básica – Manual para a equipe multiprofissional” e “Cinco Passos para Implementação do Manejo da Infecção pelo HIV na Atenção Básica – Manual para Gestantes.” (materiais disponíveis em pdf, no site do Ministério da Saúde).

O documento relembra que, no início da epidemia da Aids, começo da década de oitenta, a doença era sinônimo de morte. “Os tratamentos eram ineficazes; as pessoas chegavam a tomar um coquetel de quase quarenta comprimidos por sai, que na maioria das vezes os efeitos colaterais eram mais maléficos que benéficos. Os portadores da doença acabavam morrendo”, relembra Delane.

Atualmente a queda na mortalidade caiu muito, e já não se pode mais estabelecer uma idade para sobrevida. “Temos pessoas hoje com mais de cinqüenta anos que tem AIDS e que vivem bem. Tomam um comprimido à noite, têm opções de várias terapias complementares que ajudam na qualidade de vida, e é considerado um agravo crônico, ou seja, que a pessoa conviverá com ele pelo resto da vida” elucida o coordenador do Programa das DSTs/AIDS.

Por conta desses avanços, a equipe do Programa discute essa necessidade de mudança no modelo tradicional e sugere o atendimento misto, desde que seja ampliado o acesso e a qualidade na Atenção Básica.

“Manter o mesmo modelo não cabe mais na nova realidade”, destacou Samuel Delane. Entre as muitas consequências de tratar tudo no Serviço de Atenção Especializada (SAE) vem provocando superlotação nos SAEs; pouca agilidade em situação de emergência; pacientes com dificuldades diferentes sendo tratados da mesma maneira, entre outros.

ASCOM – SMS

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