Trio é preso em AL suspeito de aplicar golpes em empresários pela internet

Criminosos geravam boletos falsos por meio do internet banking.
Segundo a polícia, pessoas de vários estados foram vítimas do golpe.

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Suspeitos de integrar quadrilha foram apresentados na Deic (Foto: Derek Gustavo/ G1)

A Polícia Civil de Alagoas apresentou, na tarde desta quinta-feira (7), três suspeitos de aplicar golpes via internet banking em empresários de todo o país. O esquema foi revelado por um empresário que havia sido aliciado para participar do crime.

Os suspeitos foram presos na última quarta (6), nos bairros Feitosa e Jardim Petrópolis, em Maceió. Diego Gomes Pereira, de 24 anos, Felipe Messias Costa, 23, e Danylo Almeida dos Santos, 24, negam participação nos crimes.

De acordo com o delegado Vinicius Ferrari, a ação do grupo durou pelo menos um ano. “As vítimas eram empresários que geravam boletos pela internet. Os suspeitos conseguiam entrar no sistema dos bancos e modificar o link de geração do boleto. Aí, quando as vítimas clicavam, um boleto com o código de barras da conta dos estelionatários era gerado”.

Os detalhes da investigação foram apresentados pelo delegado em entrevista à imprensa na sede da Divisão Especial de Investigação (Deic), localizada na Santa Amélia, em Maceió.

Segundo Ferrari, a polícia chegou até os suspeitos depois que empresários entraram em contato com a polícia de Alagoas, já que eles perceberam, através da transação bancária que o dinheiro ia para uma conta no estado.

Cartões de crédito virgens e clonados, cheques, dinheiro, munições, celulares e documentos falsos foram apreendidos, como também dois carros de passeio. Um dos veículos tem um conjunto de rodas avaliado em R$ 6 mil.

O delator do grupo contou à imprensa como foi abordado. “Eles me procuraram e apresentaram o esquema para ganhar dinheiro fácil. Me dariam 10% de tudo o que entrasse. Pediram minha senha, meu CNPJ e o quadro de emissão de boletos e me garantiram que nada de ruim aconteceria. Quando eu vi o dinheiro entrando, vi que o esquema era verdadeiro”, contou a vítima, que usou uma balaclava durante a entrevista por segurança.

O delegado ainda informou que o esquema era comandado por Costa, que contava com o suporte dos outros dois presos. “Acreditamos que tenha mais alguém envolvido no golpe porque nenhum dos três presos sabe operar muito bem na parte de informática”.

Pereira foi preso em casa, no Jardim Petrópolis e diz que é empresário. “Eu só conheço [o delator] de vista e nem uso a internet para fazer pagamentos”. Já Almeida, que é bacharel em direito, se defendeu dizendo que não entende nada de informática. Costa não quis se pronunciar.

De acordo com a polícia, Costa, Almeida e Pereira serão indiciados por invasão de dispositivo eletrônico, estelionato e crimes de falsidade. O delator também será indiciado, mas como ele colaborou, não teve a prisão decretada.

O delegado também disse que está levantando informações que demonstrem o tamanho do montante movimentando pelos suspeitos. O inquérito tem 10 dias para ficar pronto, e até lá mais vítimas e outras pessoas envolvidas no esquema serão procurados.

Derek Gustavo – G1

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